Hoje é o dia da greve dos reformados.
Não vai ninguém buscar os netos à escola.
Sopinhas e tupperwares de comida nem pensem.
Jantarinho lá em casa , fora de questão.
Lavar a roupinha da filha divrociada? Tem paciência....
Ir ao correio levantar a carta registada? Amanha-te filho.
Ai precisa que lhe trate dos canos. Estão a deitar água? Chame desses novos...são muito caros por isso devem ser bons.
Ai o menino está com febre? Fico muito preocupada. Melhor ficarem em casa a tratar dele.
Precisa de jardinagem? Uma cabrinha?
Solas nos sapatos? Nada como o Centro comercial.
Querem conferências? De quem tem conhecimentos? Nem a peso de ouro. Vão à net. Lá aprebde-se tudo.
Esqueceste-te da chave de casa? Ó filha aproveita. Faz uma caminhada ao luar.
Ó mãezinhaaaaaa....
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Palestina
Estou chateada. Muito. Andam homens a brincar com joguinhos de póker e de roleta financeiros e que no fundo se traduz sempre naquela desgraça que caracteriza alguns homens que é o sentirem que têm um grande p.... e, outras pessoas vão ajudar os que mais precisam , arriscando a sua própria vida e stressando o resto da família que está sempre à espera que um dia que lhe deem um tiro e venha numa caixa para casa.
Vi um pequeno filme sobre a Palestina. Não há água potável e um miúdo de dois anos ia ser novamente operado aos rins . Apaguei a tv qd lhe sobem a camisa e se vê a 1ª cicatriz. O que fazem lá aqueles pais? Porque não fogem para Portugal?
A comida e a água são a primeira necessidade. Depois poder fazer xixi. Depois não ter frio. Depois poder dormir.
E mais nada. O resto são filmes que já conhecemos, sobretudo na nossa idade. Que muitos responsáveis por decisões importantes no mundo se drogam e fazem orgias pagando fortunas. O que mais me chateia é ver às vezes pessoas ditas públicas que até gosto e depois se descobre que são pedófilas e tomam coca , etc.
É uma chatice. Acabo por me voltar para os meus amigos. Para o meu pequeno mundo.
Já estou cansada desta tara que alguns homens têem : território, armas, drogas, prostituição e pedofilia.
Acabe-se com a droga. Plante-se comida. Sem droga, as armas diminuem logo. A pedofilia, e a escravatura têm que ser combatidas pessoa por pessoa. Arranjem-se brigadas para descobrirem. Eu alisto-me.
Aos violadores adopte-se em todo o mundo a lei universal da castração química. Pelo menos já não continuarão a violar mais ninguém.
Faça-se também uma lei universal a acabar de uma vez por todas com os sprays para aquelas pinturas murais, horríveis, feias, sem gosto, salvo rarissíssimas excepcções que não justificam a javardice que se faz nos prédios e muros. Pintem com latas de tinta.
Vi um pequeno filme sobre a Palestina. Não há água potável e um miúdo de dois anos ia ser novamente operado aos rins . Apaguei a tv qd lhe sobem a camisa e se vê a 1ª cicatriz. O que fazem lá aqueles pais? Porque não fogem para Portugal?
A comida e a água são a primeira necessidade. Depois poder fazer xixi. Depois não ter frio. Depois poder dormir.
E mais nada. O resto são filmes que já conhecemos, sobretudo na nossa idade. Que muitos responsáveis por decisões importantes no mundo se drogam e fazem orgias pagando fortunas. O que mais me chateia é ver às vezes pessoas ditas públicas que até gosto e depois se descobre que são pedófilas e tomam coca , etc.
É uma chatice. Acabo por me voltar para os meus amigos. Para o meu pequeno mundo.
Já estou cansada desta tara que alguns homens têem : território, armas, drogas, prostituição e pedofilia.
Acabe-se com a droga. Plante-se comida. Sem droga, as armas diminuem logo. A pedofilia, e a escravatura têm que ser combatidas pessoa por pessoa. Arranjem-se brigadas para descobrirem. Eu alisto-me.
Aos violadores adopte-se em todo o mundo a lei universal da castração química. Pelo menos já não continuarão a violar mais ninguém.
Faça-se também uma lei universal a acabar de uma vez por todas com os sprays para aquelas pinturas murais, horríveis, feias, sem gosto, salvo rarissíssimas excepcções que não justificam a javardice que se faz nos prédios e muros. Pintem com latas de tinta.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Não era nada disto que eu queria escrever
Não era nada disto que eu queria escrever. É sobre um artigo da Clara Ferreira Alves sobre as escravas que são trazidas de Marrocos para Espanha para a apanha dos morangos, quase 6 meses no ano. Escolhem as novas e que tenham filhos. Para terem a certeza que regressam ao pais de origem. A Espanha, um país que eu tinha como rico, também tem destas coisas. E nós com os contratos falsos de mão de obra na construcção civil.
Enquanto não for abolida a escravidão, não chegamos a lado nenhum. Deixemo-nos de falsos moralismos.
Escrevo muito acerca da vida das mulheres, porque ainda sinto , que hoje, em qualquer tipo de idades, há casais em que a mulher continua ou a assumir ou a ter contra sua vontade o papel de escrava. Como modificar isto? É ter filhos de um ou outro, mas não viver muito tempo com a mesma pessoa. Mas eu , ainda hoje, tenho que levar o meu ex marido a tribunal, porque não paga o que a lei estabeleceu. Porque no fundo dele, na sua mente, eu tenho que suportar certas coisas e ele ser aliviado delas. Foi sempre assim que ele viu.
Imaginem :
......eu tenho dois filhos um com 3 e outro com 6 anos. Chego a casa às 9 da noite afogueada ( "rôta") e recebo um telefonema. E digo cheia de alegria ao meu marido : "Ó Xico , a Nanda telefonou-me agora, vamos ver o Tony Carreira, ela arranjou bilhetes para mim e para a Migú e para a Xana. Eh pá Xico, aguenta-te com os miúdos, tá?. vá lá, ó pá , é uma oportunidade única. Nem elas me perdoavam se eu não fosse, iam logo dizer , pois o Xico manda em ti, atrofia-te. Obrigada, Yessss. Vou-me já vestir! Olha amanhã tens que ser tu a levar o Bilocas à natação que eu vou preparar com o pessoal do trabalho a festa de despedida de solteira da Marília. Compraste o filme dos Transformers III? Quando voltar ainda vou para o computador fazer serão. Dá cá uma beijoca! Xiiii a cozinha está nojenta, eu nem entro aí, tens que dizer à dona Alzira, que isto não pode continuar. Ainda tenho o pulso aberto do ténis. Tenho que comprar outra ligadura que esta não presta."
Imaginem............
Enquanto não for abolida a escravidão, não chegamos a lado nenhum. Deixemo-nos de falsos moralismos.
Escrevo muito acerca da vida das mulheres, porque ainda sinto , que hoje, em qualquer tipo de idades, há casais em que a mulher continua ou a assumir ou a ter contra sua vontade o papel de escrava. Como modificar isto? É ter filhos de um ou outro, mas não viver muito tempo com a mesma pessoa. Mas eu , ainda hoje, tenho que levar o meu ex marido a tribunal, porque não paga o que a lei estabeleceu. Porque no fundo dele, na sua mente, eu tenho que suportar certas coisas e ele ser aliviado delas. Foi sempre assim que ele viu.
Imaginem :
......eu tenho dois filhos um com 3 e outro com 6 anos. Chego a casa às 9 da noite afogueada ( "rôta") e recebo um telefonema. E digo cheia de alegria ao meu marido : "Ó Xico , a Nanda telefonou-me agora, vamos ver o Tony Carreira, ela arranjou bilhetes para mim e para a Migú e para a Xana. Eh pá Xico, aguenta-te com os miúdos, tá?. vá lá, ó pá , é uma oportunidade única. Nem elas me perdoavam se eu não fosse, iam logo dizer , pois o Xico manda em ti, atrofia-te. Obrigada, Yessss. Vou-me já vestir! Olha amanhã tens que ser tu a levar o Bilocas à natação que eu vou preparar com o pessoal do trabalho a festa de despedida de solteira da Marília. Compraste o filme dos Transformers III? Quando voltar ainda vou para o computador fazer serão. Dá cá uma beijoca! Xiiii a cozinha está nojenta, eu nem entro aí, tens que dizer à dona Alzira, que isto não pode continuar. Ainda tenho o pulso aberto do ténis. Tenho que comprar outra ligadura que esta não presta."
Imaginem............
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
What a difference a day made
Cheguei a uma conclusão. Custou-me e ainda me custa. Não por mim. Pelas minhas filhas. Penso que a grande maioria dos pais gosta de ter filhos, gosta de fazer progamas com os filhos, fotografá-los até, mas não gosta de viver com eles. É uma chatice. Os pais. As mães não. Não têm nada a ver.
A mulher depois de ter filhos, espera que compensado o facto de não estar tão sexy , seja admirada eternamente pelo excelente papel de mãe e de dona de casa que desenvolve entusiásticamente, dinâmicamente e muitas vezes transbordante de amor ( e de inteligência). Mas descobre com o passar dos anos, que só as mulheres, as amigas a admirarão. Nunca , nunca, um homem.
A mulher depois de ter filhos, espera que compensado o facto de não estar tão sexy , seja admirada eternamente pelo excelente papel de mãe e de dona de casa que desenvolve entusiásticamente, dinâmicamente e muitas vezes transbordante de amor ( e de inteligência). Mas descobre com o passar dos anos, que só as mulheres, as amigas a admirarão. Nunca , nunca, um homem.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
e agora como continuar?
estou à espera de 38 euros que não me foram transferidos na pensão alimentar mensal.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Os Niilistas
Numa época como a nossa, democrática, pacífica, sem polícias secretas, inventam uma profissão de perseguidores, utilizando tudo o que encontram.
Alguns desabafam fazendo de juízes inexoráveis, cruéis. Outros dedicam-se a actividades financeiras de rotina. Muitos dedicam-se à delinquência ou estão relacionados com ela.
Outros encontram uma colunazinha do jornal onde atacam sádicamente escritores, intelectuais, artistas. Há alguns críticos deste género que destroem com as duas palavras, com os seus textos, qualquer obra que caia nas suas mãos. E quanto mais o outro tem valor e mais merece, mais lhe batem, o insultam, o difamam. Não podendo descarregar o ódio com a fogueira, satisfazem-no com a calúnia.
O que os une é a total falta de respeito pelo vosso trabalho, por aquilo que construíram com muito trabalho e dedicação. E são felizes vendo-os sofrer.
Alguns desabafam fazendo de juízes inexoráveis, cruéis. Outros dedicam-se a actividades financeiras de rotina. Muitos dedicam-se à delinquência ou estão relacionados com ela.
Outros encontram uma colunazinha do jornal onde atacam sádicamente escritores, intelectuais, artistas. Há alguns críticos deste género que destroem com as duas palavras, com os seus textos, qualquer obra que caia nas suas mãos. E quanto mais o outro tem valor e mais merece, mais lhe batem, o insultam, o difamam. Não podendo descarregar o ódio com a fogueira, satisfazem-no com a calúnia.
O que os une é a total falta de respeito pelo vosso trabalho, por aquilo que construíram com muito trabalho e dedicação. E são felizes vendo-os sofrer.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O cinzento está sempre na moda
É verdade , qualquer revista, ou programa que vejamos e moda ou decoração assim o dizem.
Por isso também eu de vez em quando estarei na moda.
Há dias em que me decoro de cinzento : ver mails de carianças mortas no chão como bonecas atiradas ao acaso.
Perceber a autoridade de um chefe é também muito early grey. Por um lado de vez em quando exercem o seu poder, fazendo-nos lembrar de forma autoritária, crítica ou de humilhação pública, de quem é que manda ali. Mas, ai, que se sentem sós, estão em open space, caneco, até mexer no nariz é impossivel e, querem amigos, querem conversar, então, dirigem-se para os "colaboradores" de forma inequívoca, do género, sabem onde fui ontem ontem? ou, leram o que o Expresso publicou?, eu acho de uma ignonímia isto aquilo.E, se por acaso conversamos com o chefe de igual para igual dando a anossa franca opinião levamos com um rol de moralismos em cima. Ámen.
O cinzento torna-se escuro quando temos ideias. Ó Ó, deixe lá isso, é assim que fazemos, e está muito bem, isso só ia lançar confusão, deixe-se de ideias. Ou cinzento avermelhado quando nos contrariam no que estamos a dizer com sobranceria . pfffff, nada disso, está muito desactualizada sobre esse assunto, eu já fui a várias reuniões ( e não disse nem transmiti nada!).
E, ainda ontem tomei banho na praia. E, a minha filha mais velha cada vez , cada vez a vejo menos. Já lhe pergunto, mas jantas cá? Meu amor.
Isso torna o ambiente cinzento claro. E quando amparo os tiros da Madaelna, furiosa porque lhe corrigo os trabalhos, mas, vejo os olhos dela perderem a fúria quando explico que o dever de um pai é ajudar a filha ainda pequena nos trabalhos de casa, o cinza torna-se clarinho.
Percebo que temos que voltar a ter a família como o elo da sociedade. Espremo-me a pensar....como vai ser isso conseguido de volta?
Não sei.
Sei que tem a ver com comprometimento, compromisso...para o bem e para o mal. Não criar "tanto" os nossos filhos, deixar isso a amas?. Não me parece. O amor é o início. Se a criança o sentir de forma inequívoca, tudo se salvará.
O branco também fica bem com o cinzento e o vermelho fica um must. A paz, a tristeza e a alegria.
Por isso também eu de vez em quando estarei na moda.
Há dias em que me decoro de cinzento : ver mails de carianças mortas no chão como bonecas atiradas ao acaso.
Perceber a autoridade de um chefe é também muito early grey. Por um lado de vez em quando exercem o seu poder, fazendo-nos lembrar de forma autoritária, crítica ou de humilhação pública, de quem é que manda ali. Mas, ai, que se sentem sós, estão em open space, caneco, até mexer no nariz é impossivel e, querem amigos, querem conversar, então, dirigem-se para os "colaboradores" de forma inequívoca, do género, sabem onde fui ontem ontem? ou, leram o que o Expresso publicou?, eu acho de uma ignonímia isto aquilo.E, se por acaso conversamos com o chefe de igual para igual dando a anossa franca opinião levamos com um rol de moralismos em cima. Ámen.
O cinzento torna-se escuro quando temos ideias. Ó Ó, deixe lá isso, é assim que fazemos, e está muito bem, isso só ia lançar confusão, deixe-se de ideias. Ou cinzento avermelhado quando nos contrariam no que estamos a dizer com sobranceria . pfffff, nada disso, está muito desactualizada sobre esse assunto, eu já fui a várias reuniões ( e não disse nem transmiti nada!).
E, ainda ontem tomei banho na praia. E, a minha filha mais velha cada vez , cada vez a vejo menos. Já lhe pergunto, mas jantas cá? Meu amor.
Isso torna o ambiente cinzento claro. E quando amparo os tiros da Madaelna, furiosa porque lhe corrigo os trabalhos, mas, vejo os olhos dela perderem a fúria quando explico que o dever de um pai é ajudar a filha ainda pequena nos trabalhos de casa, o cinza torna-se clarinho.
Percebo que temos que voltar a ter a família como o elo da sociedade. Espremo-me a pensar....como vai ser isso conseguido de volta?
Não sei.
Sei que tem a ver com comprometimento, compromisso...para o bem e para o mal. Não criar "tanto" os nossos filhos, deixar isso a amas?. Não me parece. O amor é o início. Se a criança o sentir de forma inequívoca, tudo se salvará.
O branco também fica bem com o cinzento e o vermelho fica um must. A paz, a tristeza e a alegria.
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